quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sua marca de maquiagem preferida testa produtos em animais?

No passado, o teste de cosméticos em animais era considerado necessário. O senso comum ditava que era imprescindível confirmar se produtos para a pele causariam ou não alergias e outros males. E, assim, a cobaia animal se tornou um padrão da indústria. A prática só foi questionada após muitos protestos de organizações não governamentais, revoltadas com a crueldade dispensada aos bichos. Hoje, o procedimento perdeu o caráter obrigatório e, nos lugares onde persiste, é bastante controverso.

 - No Brasil, não existe uma lei que proíba o uso de animais em pesquisa científica. Em termos de regulamentação, o que temos é a lei n.º 11.794, de 8 de outubro de 2008, conhecida como Lei Arouca. Para piorar, o Guia para Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos tampouco incentiva o abandono do uso de animais na avaliação da segurança de produtos, segundo eles ‘por falta de métodos alternativos validados - resume a ativista Patrícia El-moor, da ONG Libertação Animal Brasília. Segundo ela, nos Estados Unidos e na Europa, onde os grupos de pressão são mais efetivos, o mercado privilegia empresas respeitadoras da natureza. Inclusive, a União Europeia já aprovou o banimento parcial da venda de produtos testados em animais, medida que entrará em vigor no ano que vem. A exceção à regra serão produtos cujos testes são comprovadamente insubstituíveis. 



 A luta dos ativistas, porém, tem outros frontes. Um dos mais importantes é a abolição de ingredientes derivados de animais nas fórmulas dos cosméticos. O ambergris, por exemplo, é feito com intestino de baleia e é usado como fixador em perfumes. Já o conhecido carmim é um pigmento vermelho obtido a partir da compressão de um inseto chamado cochonilha. Segundo o site do Projeto Esperança Animal (PEA), 70 mil insetos precisam ser mortos para produzir cerca de 450g deste corante. Atualmente, existem substitutos sintéticos ou vegetais para obter a coloração, o problema a extração da cochonilha, às vezes, é mais barata. 


 Há polêmica também quanto ao uso de mel, lanolina e leite na formulação de cosméticos. São produtos derivados, extraídos, em tese, de forma indolor. Contudo, as entidades argumentam que o uso industrial desses ingredientes implica na manutenção de grandes criadouros, diminuindo a qualidade de vida dos bichinhos.


 - Em alguns países, os apicultores preferem exterminar as colmeias no inverno, pois é mais barato do que manter as abelhas vivas até o próximo período produtivo. Com o leite, o problema é o processo de extração, que é muito cruel e pode ser comparado à engorda de gado - afirma o diretor-geral da PEA, Carlos Rosolen. - Se há alternativas que não firam os animais, nos as incentivamos - enfatiza. 


 - Atualmente, no Brasil, existe uma pressão para que, no mínimo, seja criado um selo que informe se o produto foi ou não testado em animais. Quanto aos produtos veganos, normalmente a gente faz um esforço para verificar a composição dos cosméticos, e há listas e sites de pessoas veganas que dão dicas para facilitar a escolha - explica Patrícia El-moor. 


 Segundo Carlos, é do interesse das empresas colocar o selo em seus produtos e entrar para a lista de marcas sem testes. 


 - Mesmo assim, fazemos uma pressão no Legislativo. O consumidor é leigo e tem direito de saber o que está comprando. Acho que ainda faltam anos para aprovar essa legislação, mas é uma tendência internacional - afirma. 


 Marcas brasileiras de cosméticos que não testam em animais 
 Abelha Rainha Acquaflora Adcos Afro Nature, Keraseal, Nature Color, PHC, Semi di Lino, Top Fruit Ag Água de Cheiro Pele Macia, Sliven Sunshine All Vida Amend Anaconda Anantha Antídoto Arte dos Aromas Atelier do Banho Atol Avora Bel col Bioderm Bio Extratus Bio Manthus Buonavita Beauty Color, Bio Shine, Bony Girls, Fructals, Power Colors Cadiveu Auxi, Bio Wash e Veraloe Bigen, Care Liss, Charming, Essenza e Lightner Clorofitum Santantonio, Soavi Capelli Contém 1g Cosmética Red Aple, Maxi Belle, Maxi Trat Anasol, OneDay, Aliviosol, Kalasol, Zaz Davene, Sun Block Driss, Empório Bothânico Dr. Tozzi Ecologie Éh Embelleze: Afro Hair, Amaci Hair, Fleury, Frizzy Hair, Hair Life, Hannaya, Henê, Idealist, Indian Hair, Lisa Hair, Maxton, Natucor, Novex, Selise, Sempre Bella, Stillus, Super Relax, Toin, Urban Hair, Yes Color, Young Hair Essence Belladonna, Esthetic Extrato da Amazônia Extratophlora Farmaervas, Celulan, Toltal Block, Tracta Florestas Gotas Verdes Granado Impala Felicce Jequiti Koloss Korai Lavalma L’aqua di Fiori Leite de Rosas Amyr Klink, Mahogany, Lyoplant, Kevin Nickols Mairibel Max Love Multi Vegetal Elke, Giovanna Baby, Phytoervas Natura Natustrato Acqua Kids, Maxi Color, Maxi Liss, Origem, Plusline, Ravor, Sphere Biocolor, Biorene, Risqué O Boticário Ox Rahda Racco Reserva Folio Sensória Lightner, Traty, Essenza, Charming Loryz, Maxsther, O2, Suavity Surya Henna, Orgânica de Frutas, Amazônia Preciosa, Sapien Terractiva Francis Valmari Fio & Ton, Guanidina, Keraflex, Nippon, Omega Plus, Texture, Vita-a Vita Derm Belofio e Bio touch Vult Depil Mist, Fragê, Yamá, Yamafix, Yamasterol Weleda Fonte: PEA - Projeto Esperança Animal 


 Marcas Internacionais 
 Ahava Amitée, CitréShine, ClearLogix, HerbalLogix, SilverBrights, ThickerFuller Hair, ZeroFrizz Alba Botânica, Alba Hawaiian, Avalon, Sanoma, Tisserand, Un-Petroleun Clarins of Paris Clinique H2O + Herbalife L'anza Lush M.A.C Payot Revlon: Aquamarine, Charlie, Colorsilk, Colorstay, Eterna 27, Flex, Fire & Ice, New Complexion St. Ives The Body Shop Victoria Secrets

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