sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

8 COISAS QUE AS PESSOAS FELIZES FAZEM, MAS NÃO COMENTAM

A maioria das pessoas gosta de pensar que é feliz, mas no fundo elas podem não necessariamente acreditar ou se sentirem realmente felizes.
Quando você olha ao redor e vê pessoas com quem cresceu tirando o máximo proveito da vida enquanto você continua indo para um trabalho que você não gosta e repetindo a mesma rotina dia após dia, é fácil se sentir menos grato pela a vida que tem.
Então, quais são os segredos das pessoas felizes? O que elas fazem de diferente para tirar o máximo proveito da vida enquanto o resto de nós apenas observa?

1. Elas dão

Focar apenas no dinheiro é a maneira mais certa de ser infeliz. De fato, em estudos sobre a felicidade, os pesquisadores descobriram que uma vez que você tem dinheiro suficiente para satisfazer suas necessidades básicas, existem apenas duas outras maneiras que o dinheiro pode ajudá-lo. Uma delas é melhorando a sua posição social e o outra é para doar. Ao usar o seu dinheiro para ajudar aos outros, em vez de desnecessariamente amontoá-lo, as pessoas felizes se sentem como se elas estivessem fazendo uma contribuição positiva para o mundo.

2. Elas evitam o drama

Pessoas felizes tendem também a cuidar de suas próprias vidas. Enquanto outras pessoas apegam-se à provocações e fofocas, as pessoas felizes optar por concentrar-se em suas próprias coisas. Elas prestam maior atenção em si mesmas e deixam que outras pessoas vivam e digam o que quiserem.  Com certeza essa  é uma maneira simples para maximizar a felicidade.

3. Elas são gratas

Elas não passam o tempo todo querendo o que as outras pessoas possuem ou sonhando com uma vida melhor. Em vez disso, elas reservam alguns momentos de cada dia para pensar sobre todas as coisas que elas apreciam e fazem questão de serem gratas por elas.

4. Elas olham para o lado positivo

Quando as coisas ficam difíceis, os verdadeiramente felizes são muitas vezes inabaláveis. Fixar-se em falhas e imaginar o pior cenário pode ser a opção padrão para a maioria das pessoas, mas se você realmente quiser ser feliz, você precisa ter fé que as coisas vão dar certo. Mantenha a sua perspectiva e saiba que, não importa o que aconteça, você pode voltar  atrás , recomeçar ou tentar coisas novas.

5. Elas valorizam os relacionamentos

Em vez de se concentrar apenas no dinheiro e buscar implacavelmente a progressão na carreira, trabalhando longas horas, as pessoas mais felizes concentram mais do seu tempo em relacionamentos pessoais. No final de sua vida, você não vai se lembrar muito do tempo que você gastou no trabalho. Em vez disso, você vai valorizar as refeições em família e tempo compartilhado com os amigos. Colocar as pessoas antes que o dinheiro é uma ferramenta poderosa para alcançar a felicidade.

6. Elas cultivam muitas partes diferentes de suas vidas

As pessoas felizes não se definem por um aspecto de suas vidas. Elas mantêm carreiras que elas gostam, elas têm passatempos, e elas adoram aprender e crescer como indivíduos. Ao prestar atenção a vários aspectos de suas vidas, as pessoas felizes não ficar sobrecarregadas quando um elemento da sua vida diária sai fora dos trilhos. Se ela levar um fora, ela ainda têm uma carreira gratificante. Se ela se lesiona e não pode jogar seu esporte favorito por um tempo, ela ainda têm amigos para sair.  Não colocar todos os ovos na mesma cesta é uma chave para ser uma pessoa feliz.

7. Elas não se concentram em coisas materiais

Enquanto alguns de nós podem pensar que o shopping é uma ótima maneira de aliviar o stress e que ter coisas nos fará mais felizes, outros optam por experiências de valor. É uma delícia ter roupas novas, mas é difícil obter o máximo de prazer de uma camisola. O que você acha de um mergulho em um recife de corais?  Qual dessas histórias será mais significativa a longo prazo?

8. Elas seguem suas paixões

Finalmente, as pessoas felizes seguem suas paixões. Se elas acordarem e perceberem que estão insatisfeitas com seus trabalhos, elas não têm medo de deixá-lo para perseguir algo que elas realmente se importam. Elas assumem o risco e podem até fracassar, mas as pessoas felizes não têm medo de colocar seu pescoço para fora e perseguir o que todo mundo está com medo. Por isso são felizes. 8 coisas que as pessoas felizes fazem, mas não comentam

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

AFASTE-SE DE PESSOAS QUE LHE FAZEM SENTIR-SE MAL

De fato estamos cercados de pessoas tóxicas. 
Pessoas que são egocêntricas, manipuladoras, interesseiras, arrogantes, rancorosas, amarguradas, mal amadas, invejosas ou fracassadas, que não conseguem ver o sucesso ou a felicidade alheia. Enfim, pessoas sombrias que minam os relacionamentos e amizades com intrigas, críticas excessivas, falta de consideração e respeito pelo outro e abusos verbais ou físicos. Pessoas muito perigosas de se conviver.
Essas pessoas tóxicas acabam, de alguma forma, nos envenenando. Direta ou indiretamente, acabamos agindo por influência delas, seja com atitudes ou omissões. Muitas vezes acabamos agindo por impulso para evitar essas pessoas, ou, na pior das hipóteses, acabamos agindo da mesma forma. São pessoas nocivas, intoxicando nosso comportamento e nos levando a agir e a tomar decisões que, em outras circunstâncias poderiam ser completamente diferentes.
São "tóxicas", porque conseguem despertar o que há de pior dentro de nós, não apenas no sentido de maldade ou crueldade, mas no sentido de perdermos a identidade, a autonomia, a energia, a iniciativa e o poder de decisão. Ficamos estagnados, hipnotizados, paralisados. São verdadeiros vampiros, sem Luz própria, que consomem nossa energia vital, que exploram e manipulam pessoas de acordo com os seus interesses e vivem às custas da energia dos outros para se sustentarem.
Tóxicas são aquelas pessoas que sabem tudo a respeito da vida das outras pessoas, mas não conseguem administrar a própria vida. Sabem dar conselhos como ninguém (há até terapeutas nessa categoria!) tem um discurso lindíssimo para o mundo lá fora, mas que, na vida pessoal, nos bastidores, na vida íntima, são pessoas frustradas, isoladas, verdadeiras ilhas no meio da sociedade, que não tomam para si os próprios conselhos.
Sabem olhar de fora, apontar defeitos, problemas, erros. Mas não sabem participar, não conseguem enxergar os próprios problemas ou defeitos. Apontam os erros alheios para, de certa forma, esconder os seus próprios. São os "sabe-tudo" e só a sua forma de pensar é que está certa. Não suportam ser contrariados e confrontados. Quando o são, perseguem a pessoa até "livrarem-se" dela ou então se vingam. Seu Ego é Superlativo para compensar a sua extrema falta de Amor-Próprio. Usam as pessoas conforme seus interesses e, quando estas discordam de suas idéias, são descartadas e eliminadas, sem a menor consideração.
A "toxicidade" reside exatamente no fato de não nos darmos conta de que estamos sendo manipulados ou influenciados. Ficamos hipnotizados, fascinados, imersos numa imensa ilusão, até o dia em que despertamos e tomamos consciência de que estamos muito mal, morrendo por dentro, e que algo urgente necessita ser feito. Um corte para a nossa libertação, para resgatar a nossa sanidade, saúde, alegria de viver.
Em nossa busca pela felicidade, por tudo aquilo que nos traz bem-estar e alegria, o grande segredo é não se deixar influenciar, se afastar e evitar a convivência com esses tipos. Isso não significa alimentar sentimentos negativos dentro de si com relação a eles, mas de preferência visualizá-los felizes e agradecidos em sua vida, emanando energias e vibrações positivas.
Reflita, você convive intimamente com alguma pessoa tóxica, seja na família, no trabalho, ou nas "amizades"?
Tenha cuidado, afaste-se, fique longe o quanto antes dessas pessoas...
Cuide-se, preserve-se, seja você mesmo, seja pleno e feliz..
E acima de tudo SEMPRE perdoe essas pessoas,
muitas vezes, elas não tem consciência de seus próprios malefícios.
Namastê!

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Encontros e desencontros...

A passagem foi comprada,
Só de ida,
Agora não tem mais volta,
Aprendizados são como tatuagens na alma,
São fotos gravadas na memória,
No infindável arquivo do teu cérebro,
A vida é uma música sem fim,
Altos e baixos,
Graves e agudos momentos,
Sintonia perfeita,
Homogenia completa entre céu e inferno,
Um deserto de sal sem mar por perto,
E tudo vai,
E tudo volta,
Quero plantar um mar de flores,
Quero agradecer sempre pelos amores,
Não desisto, sou guerreiro,
Prenda, saia, protegida,
Assim o resgate,
Não tenho mais medo,
Talvez nunca mais terei medo,
Na praia ao lado o encanto,
Surf, moda, e encontro,
Viva o desencontro!!!!

Fernando Borges

Dublin escolhe você

Dizem por aí que você não escolhe Dublin, Dublin escolhe você.

Ninguém escolhe passar frio. Dublin que nos mostra seu calor com seu povo conhecido como um dos mais acolhedores da Europa. A terra com os taxistas sempre cheios de histórias pra contar, das flower ladies da Grafton e, claro, os tiozinhos de 85 anos nos pubs contando seus causos com suas bochechas vermelhas e a pint na mão.
E também mostra a delícia de cada estação: as tulipas no St Stephen’s na primavera, os festivais no verão que vão tarde com um sol que se põe as 23 horas, o tapete de folhas multicoloridas no outono e a alegria nas redes sociais com meia dúzia de flocos de neve no inverno.

Ninguém escolhe fazer cara de tonto quanto não entende o sotaque tipicamente carregado. Dublin que te tira da zona de conforto mostrando que a língua é o menor do aprendizados. Que você vai aprender a viver com flatmate caloteiro e perdoar porque ele é do bem, a rir das vezes que te perguntam se o céu é azul e você responde que quer a torta de chocolate, a ter orgulho de cada vez que você sofre bullying com as caras incrédulas dizendo que você é fresco porque escova os dentes todos os dias depois do almoço.
Ninguém escolhe a insegurança de não saber o que fazer numa cultura nova. Dublin que te diz que língua e a mão inglesa não são nada comparados à segurança de voltar de madrugada à noite da balada com poucos riscos maiores que levar uma ovada de um knacker. Que ser atendido no revenue para solicitação do imposto indevidamente recolhido e ter seu problema resolvido em menos de 40 minutos.
Ninguém escolhe perder suas crenças tão estimadas. Dublin que te mostra a cada segundo como pré-conceitos são infundados. Que chineses são as pessoas mais doces do mundo, que a culinária indiana tem muito mais que curry, que italianos não são todos broncos, que espanhóis não sabem só fazer tapas e dançar flamenco e que franceses tomam banho todos os dias além de serem muito mais abertos que a visão blasé que construímos deles.
Ninguém escolhe, sem uma boa dose de saudosismo, deixar seu ninho. Dublin que te mostra que suas asas só te levam a um ninho tão acolhedor quanto sua casa. Que flatmates formam laços as vezes até mais duradouros que os que tem com membros de sua família. Que querer fugir de brasileiros só porque está morando ~nazoropa~ é a maior estupidez porque na hora do pegapacapá são seus conterrâneos que te vão estender a mão.
Ninguém escohe passar vontade. Dublin que te mostra que é capaz pagar as contas, se divertir e tirar várias férias por ano conhecendo outros países ganhando o salário mínimo. Que é possível estar sempre na moda pagando poucos euros na Penneys. Que carro do ano, roupa da moda e bebida-que-pissssca são coisas que não te fazem melhor ou pior que ninguém.
Mas pra não te tornar um insuportável, Dublin também não te deixa esquecer do valor da sua terra: que não há culinária melhor que o feijão da sua mãe, que o pastel de palmito com caldo de cana ou aquela roda de samba que só existe num boteco com aquela mesa amarela horrorosa da Skol.

Ninguém escolhe perder seu orgulho. Dublin que te mostra a dignidade de um subemprego. Que lavar pratos faz de você alguém tão digno quanto um juiz. Que você pode não estar nem errado mas que não tem nada demais em falar “sorry” trezentas vezes por dia. Que não dói nada (e é lindo) ser extremamente polite ao falar mesmo quando você apenas quer saber uma informacão rápida (Hello miss, sorry to bother you but would you mind telling me where this street is?). E que conviver com tantas pessoas e histórias diferentes vai te ensinar a ter muito mais paciência e compaixão.
Ninguém gosta de sair da zona de conforto. Dublin que te dá o reconhecimento da importância da família e amigos (as vezes não devidamente valorizados no Brasil). Que tudo pode mudar de uma hora pra outra e como as adversidades é que vão te fazer uma pessoa muito mais forte e realizada.
Ninguém gosta não ter suas expectativas atendidas. Dublin as supera: ouvir Galway Girl num pub é sempre uma emoção, passear pelo interior e ver as ovelhinhas e bolas de feno te dá vontade de sair gritando “freeeeedooooom” – o que você não faz para não estragar o refrão de Linger do Cranberries tocando no som do carro.
Hoje completo exatos dois anos na Ilha Esmeralda. E não, eu não escolhi Dublin, foi Pasárgada que me Acolheu.

Texto: Milena Nicolaico

quinta-feira, 17 de abril de 2014

9 hábitos de pessoas mentalmente fortes que podem te ajudar

1 - Elas veem as coisas objetivamente 

Em 1914, o laboratório de Thomas Edison foi destruído num incêndio, e anos de trabalho foram perdidos.
Isso poderia facilmente ser descrito como a pior coisa a ter acontecido a Edison, mas, em vez disso, o inventor decidiu encarar o incidente como uma oportunidade de reexaminar e reconstruir muito de seu trabalho.
Edison teria afirmado na época: “Graças a Deus que todos os nossos erros foram queimados. Podemos começar de novo, do zero”.
“Em um mundo que não controlamos, a tolerância é obviamente um bem”, disse ao Huffington Post Ryan Holiday, autor de "The Obstacle Is The Way" (O obstáculo é o caminho, em tradução livre).
“Mas a capacidade de encontrar energia e força naquilo que não controlamos é uma vantagem competitiva imensa.”
Ele está falando de força mental, um conceito psicológico difícil de definir e que inclui inteligência emocional, obstinação, resiliência, autocontrole, resistência mental e consciência.
É algo que Edison tinha de sobra e a razão pela qual algumas pessoas são capazes de superar qualquer obstáculo, enquanto outras se esmigalham diante dos desafios e das frustrações do dia a dia.
A capacidade de lidar com emoções e situação difíceis é um indicador importante do nosso sucesso e da nossa felicidade.
Os indivíduos mais capazes neste sentido transformam obstáculos em fontes de crescimento e oportunidade.
E, apesar de muito se falar do que as pessoas mentalmente fortes evitam fazer - tal como viver no passado, ressentir-se do sucesso alheio e sentir pena de si mesmas -, o que elas de fato fazem? Que táticas elas usam para superar as adversidades repetidas vezes?
“O que pensamos ser obstáculos, na verdade, são oportunidades de fazer algo”, diz Holiday. “De uma certa maneira, são recompensas inesperadas, desde que lidemos e não fujamos desses obstáculos.”
Existe uma máxima na antiga filosofia do estoicismo: “Não há mau nem bom, apenas a percepção”, que mais tarde foi ecoada num verso famoso de Shakespeare: “Não há nada bom ou nada mau, mas o pensamento o faz assim”.
A maneira como percebemos uma situação tem um poder tremendo de nos ajudar ou nos prejudicar. Muitas vezes reagimos emocionalmente e projetamos julgamentos negativos em uma situação, quando na realidade a chave para superar um obstáculo é ver as coisas objetivamente.
“Você pode ter o melhor plano do mundo, mas, se não vir a situação claramente, não adianta nada”, diz Holiday.
Holiday estudou inúmeros exemplos de indivíduos ao longo da história capazes de lidar com obstáculos que, para nós, parecem insuperáveis, desde ser falsamente acusado de um triplo homicídio a ser intensamente discriminado por motivos de raça ou sexo.
Ele concluiu que a resistência mental depende de três coisas: percepção, ação e vontade.
“[A resistência mental depende de] algum tipo de estrutura filosófica que permita enxergar além das emoções ou das primeiras impressões causadas por determinada situação”, diz Holiday.

“Então, os elementos disso são 1) sua percepção: você consegue enxergar as coisas claramente e com equilíbrio? 2) você tem soluções ou ações criativas? E, finalmente, que tipo de determinação ou vontade você tem para lidar com a situação?”


2 - Elas não se acham “no direito”


Todos nós merecemos a felicidade, mas não merecemos uma vida livre de obstáculos ou adversidades.
Agir como se esse fosse um direito – achar que devemos ter o que queremos a maior parte do tempo – dificulta a vida na hora de lidar com os desafios quando eles aparecem e nos pegam de surpresa.
Esse é um obstáculo especialmente comum para a Geração Y, de acordo com o especialista Paul Harvey, professor-assistente de administração da Universidade de New Hampshire, que observou que a geração do milênio tem “expectativas irreais e uma forte resistência em aceitar comentários negativos”.
“Vendeu-se para a Geração Y um certo jeito de pensar sobre o mundo”, concorda Holiday.
“Antigamente, as pessoas recebiam uma estrutura que não era só mais humilde, mas que também entendia como o mundo poderia ser imprevisível e inexplicável.”

Pessoas mentalmente fortes reconhecem que seus planos de vida, e a vida em si, podem sair dos trilhos a qualquer momento – e elas não perdem tempo se considerando vítimas do destino quando as coisas não acontecem como elas gostariam.


3 - Elas mantêm a calma

  Resistência mental não significa estar feliz o tempo todo. Talvez seja mais razoável pensar em algo como “manter a calma o tempo todo”, diz Holiday.
A estabilidade emocional e a capacidade de manter a cabeça fria é um bem importante na hora de lidar com situações desafiadoras. Felizmente, a estabilidade emocional tende a aumentar com a idade – e não é surpresa que fiquemos mais felizes como resultado disso.


4 - Elas não aspiram à felicidade o tempo todo

 Uma preocupação excessiva com a felicidade pode na verdade levar a uma atitude pouco saudável: emoções e experiências negativas.
Pessoas mentalmente fortes não tentam evitar emoções negativas – em vez disso, elas aceitam as emoções positivas e negativas e permitem que os diferentes sentimentos coexistam, um componente-chave da resiliência.
“Nós damos tanto valor ao otimismo, à felicidade e a todos esses traços positivos, eles mesmos abstrações, que somos pegos de surpresa e não conseguimos lidar com seus opostos”, diz Holiday.
“Se estivéssemos mais no meio do caminho as coisas seriam melhores. Tiraríamos vantagem do que acontece conosco porque haveria mais objetividade.”
O pesquisador australiano Hugh Mackay argumenta que nossa obsessão cultural com a felicidade pode ser perigosa e que, em vez de se preocupar em ser felizes, deveríamos na verdade nos preocupar em ser completos.
“A ideia de que tudo o que fazemos é buscar a felicidade me parece realmente perigosa e tem levado a uma doença contemporânea na sociedade ocidental, que é o medo da tristeza”, escreve Mackay em The Good Life.

“Deveríamos buscar a completude, e a tristeza é parte dela, assim como o são os desapontamentos, as frustrações e os fracassos; tudo o que nos faz ser o que somos. Felicidade, vitórias e conquistas são coisinhas boas que acontecem em nossas vidas, mas elas não nos ensinam muito.”


5 - Elas são otimistas realistas

  As pessoas mentalmente fortes estão acostumadas a se levantar depois de uma queda.
Em vez de ficarem aflitas e desesperadas, elas aproveitam a oportunidade para raciocinar e encontrar uma solução criativa para o problema.
Essas pessoas tendem a ser otimistas realistas - elas têm a esperança dos otimistas e a clareza dos pessimistas - o que lhes dá a motivação e o pensamento crítico exigido para obter as soluções criativas.

“Toda vez que [o otimista realista] está diante de uma questão, um desafio ou um problema, ele não vai dizer: “Não tenho escolha, esta é minha única opção”, diz a pesquisadora Sophia Chou ao LiveScience.
“Eles são criativos e terão um plano A, um plano B e um plano C.”


6 - Elas vivem no presente


Estar presente – em vez de viver no passado ou ter expectativas futuras – permite ver as coisas como elas realmente são.
Mesmo que não meditem propriamente, as pessoas mentalmente fortes tendem a manter essa consciência e essa abordagem perante o mundo.
“Pode chamar como quiser, mas a ideia é que, se você se concentrar exclusivamente naquilo à sua frente, você não está trazendo nenhuma bagagem para a situação e está considerando só as variáveis que importam”, diz Holiday.
A ciência tem demonstrado que a meditação pode aumentar o poder do seu cérebro.
Praticar essa “conscientização” já foi ligado à estabilidade emocional, menos estresse e ansiedade e mais clareza mental.



7- Elas são persistentes na busca de seus objetivos

  Todos já ouvimos histórias inspiradoras de pessoas incrivelmente bem-sucedidas que superaram dificuldades e fracassos para chegar lá.
Elas mostram uma das qualidades fundamentais das pessoas resilientes: perseverança ou, como coloca a psicóloga Angela Lee Duckworth, obstinação.
Em suas pesquisas com estudantes em diferentes ambientes educacionais, Duckworth descobriu que a obstinação é a principal razão do sucesso, mais que qualquer outra qualidade (QI, inteligência emocional, aparência, saúde física).
Ela também estudou professores e trabalhadores e diversos ambientes profissionais para determinar as razões do sucesso.
“Em todos esses diferentes contextos, um fator emergiu como segredo do sucesso, e não era a inteligência social, a aparência, a saúde física ou o QI. Era a obstinação”, disse Duckworth numa palestra no TED.
“A obstinação é paixão ou perseverança em nome de objetivos de longo prazo. Obstinação é ter resistência, é não abrir mão do futuro, dia após dia – não só por um dia ou por um mês, mas por anos – para transformar aquele futuro em realidade.”


8 - Mas elas sabem quando é hora de abrir mão

  Uma pessoa mentalmente forte pode dizer para si mesma: “Tentei de tudo e agora posso desistir”, diz Holiday.
Reconhecer que você controla somente suas ações, e não o resultado delas, é tão importante quanto perseverar. Aceitar este fato nos permite abrir mão das coisas que estão além de nosso alcance.
Há uma ideia no estoicismo, explica Holiday, chamada a “arte da aquiescência”, que é abrir o caminho para as coisas que você não pode mudar, tentando tirar o melhor da situação em vez de se afligir ou frustrar.
Precisamos de força, determinação e perseverança, mas nem sempre elas são a resposta que procuramos. As pessoas mentalmente fortes vivem de acordo com a Oração da Serenidade -- elas mudam o que podem controlar, aceitam o que não podem controlar e sabem a diferença entre as duas situações.
“Às vezes a solução do problema é aceitá-lo e ser flexível o suficiente para contorná-lo, em vez de bater de frente com ele até que você quebre”, diz Holiday.



9 - Elas amam suas vidas

Amor fati é uma expressão em latim que pode ser traduzida como “amar o destino”, um conceito derivado dos antigos filósofos estoicos gregos e romanos que reapareceu mais tarde na obra de Nietzsche.
Talvez esse seja o fator mais importante na força mental.
“A ideia é que você não tem apenas de tolerar as coisas que não pode controlar – elas podem ser uma benção”, diz Holiday. “Você pode encontrar a felicidade não apenas aceitando, mas abraçando as coisas que acontecem para você.”
Pessoas mentalmente fortes são gratas pelos obstáculos pelo simples fato que eles representam a própria vida.
Pouco antes de morrer, a escritora Jane Lotter, de Seattle, deixou esse conselho para sua família, num obituário que ela mesma escreveu.
Como disse Lotter, “Que você se lembre sempre de que os obstáculos no caminho não são obstáculos, eles SÃO o caminho.”

terça-feira, 4 de março de 2014

“Todo homem tem algumas lembranças que ele não conta a todo mundo, mas apenas a seus amigos. Ele tem outras lembranças que ele não revelaria nem mesmo para seus amigos, mas apenas para ele mesmo, e faz isso em segredo. Mas ainda há outras lembranças em que o homem tem medo de contar até a ele mesmo, e todo homem decente tem um considerável número dessas coisas guardadas bem no fundo. Alguém até poderia dizer que, quanto mais decente é o homem, maior o número dessas coisas em sua mente.”
– Fiódor Dostoievski, em Memórias do Subsolo

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014


15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz

Essa lista é uma tradução, o texto original e em inglês é do World Observer Online.

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo
Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim? 
2. Desista da sua necessidade de controle
Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.
“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu
3. Pare de culpar os outros
Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.
4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas
Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.
“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle
5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!
“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle
6. Pare de reclamar
Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.
7. Esqueça o luxo de criticar
Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.
8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros
Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.
9. Abra mão da sua resistência à mudança
Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.
“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell
10. Esqueça os rótulos
Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.
“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer
11. Abandone os seus medos
Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.
“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt
12. Desista de suas desculpas
Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.
13. Deixe o passado no passado
Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.
14. Desapegue do apego
Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.
15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas
Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.